“Quais são as forças principais que estão mudando a indústria da saúde? ”, discute Tommaso Di Bartolo na 49ª Convenção Nacional Unimed

Há dez anos, empresas muito poderosas tinham algo em comum: petróleo. Atualmente, o que têm em comum empresas como Apple, Facebook e Amazon? Dados. O futuro está ao redor dos dados“, ressaltou o italiano Tommaso Di Bartolo em sua palestra na manhã dessa quinta-feira (03) em Natal/RN durante a programação da 49ª. Convenção Nacional Unimed, maior evento da agenda anual do Sistema Unimed, que reúne as principais lideranças do país para importantes reflexões sobre o futuro do setor. O evento aconteceu no Centro de Convenções da capital do Rio Grando do Norte. Em sua palestra, Tommaso apresentou a sua experiência no Vale do Silício e falou sobre as tendências tecnológicas do setor para 2025 e como os dados e a inteligência artificial transformarão a área da saúde.

Segundo Bartolo, de um lado se tem o investimento de startups, que no ano passado acumularam 210 bilhões, e desses, quase 15 bilhões foram só em saúde. “Elas produzem tecnologia interconectada e sempre online. Como resultado disso, estão criando várias formas de dados, ou seja, o aumento de dados daqui em diante vai ser dez vezes maior. Se confrontando com esse mar de dados, a gente tem que entender como vamos processar essas informações”. Para isso, explicou Tommaso, precisamos de um ativo para lidar com isso. “O ser humano tem um limite, a capacidade cerebral e visual precisa desse ativo que vai acelerar como entendemos esses dados e como reconhecemos padrões. O resultado final disso vai criar uma experiência diferente para o nosso público-alvo, nosso cliente, paciente, que é da geração Z e tem outra expectativa em relação à saúde”, completa.

De acordo com ele, em um futuro breve, as empresas deixarão de focar em produtos para centralizar sentimentos – que terão como base os dados. “A estratégia principal será individualizar e personalizar todas essas informações“, disse. Para colocar em prática essa transformação dentro da empresa, Bartolo acredita ser essencial aplicar um funil de inovação. “Ele funciona de forma semelhante com um funil de vendas, mas ao invés de clientes, a empresa trabalha inovação e produtos que fazem sentido a curto, médio e longo prazo“, explicou Bartolo.

 

Palestra com italiano Tomasso di Bartolo durante Troféus da 5ª edição do Prêmio Inova+Saúde durante 49ª Convenção Nacional Unimed

As iniciativas de curto prazo envolvem pequenas estratégias incrementais de inovação, mas que fazem toda a diferença. A terceira fase do funil é a adoção de uma estratégia mais distante do core business da empresa – mas que transformará a companhia nos próximos dez anos. Para Bartolo, envolver as pessoas certas, ter o relacionamento com universidades e mentes brilhantes e, principalmente, estar mais próximos das startups são algumas das formas de colocar em prática o funil. “A vantagem de ter o contato com essas novas empresas é poder entender um novo mindset, testando provas de conceito e o impacto da tecnologia no seu negócio“, complementa ele.

Em sua apresentação, Tommaso apresentou 7 pilares de tendências: direito ao consumidor; prestação de cuidados de saúde; envolvimento do paciente; biotecnologia; dados acionáveis; robótica e gigantes; os 3 principais desafios para se trabalhar com inovação. Segundo ele, o futuro é a verticalização da saúde.

Principal evento do calendário anual da Unimed, a Convenção propõe “Uma jornada para o futuro” para apresentar e debater os principais assuntos que devem nortear as discussões na saúde nos próximos anos para um público de cerca de 1,6 mil dirigentes e técnicos das 344 cooperativas que compõem o maior sistema cooperativo de saúde do mundo. “A Convenção é um momento especial para todas as Unimeds e muito oportuno, pois é quando reforçamos nosso DNA e reunimos os tomadores de decisão do Sistema para atualização técnica e alinhamentos estratégicos, a fim de oferecer uma assistência de nível superior aos nossos beneficiários, condições melhores para nossos cooperados e, consequentemente, manter a marca entre as mais valiosas do país”, afirmou Orestes Pullin, presidente da Unimed do Brasil.

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