Como garantir a segurança dos meus dados e os dos meus pacientes?

A segurança, sem dúvida, é um dos pontos que mais causa dúvidas na hora de escolher como e com quem tratar os dados de qualquer negócio. Em um estabelecimento ligado à saúde, como uma clínica, por exemplo, esse cuidado é muito importante: estamos falando de informações sigilosas sobre a vida e o histórico médico dos pacientes.

São dados que devem estar acessíveis sempre que forem necessários. Mas, por outro lado, precisam ser muito bem protegidos. “É um assunto delicado”, diz Rafael Bouchabki, fundador da iClinic, software médico para gestão de clínicas e consultórios, em palestra no 74º Congresso Brasileiro de Cardiologia. “A distribuição de software mudou da caixinha para a nuvem, que oferece muito mais segurança para os dados”, explica.
Antes da cloud, os profissionais da saúde compravam determinada aplicação e precisavam, também, se preocupar com questões que fugiam à sua expertise. Como o software vinha em caixinhas, ou em CDs, a infraestrutura era um problema do comprador, que precisava pensar em adquirir computador, servidor, licença de software, fazer a atualização, backup, infraestrutura de cabeamento, etc. “Em dois anos, uma clínica gastaria em torno de 1,2 mil reais por mês apenas para ter um software”, conta Bouchabki. A nuvem mudou radicalmente esse cenário.

Hoje, softwares em cloud, como o iClinic, simplificam e agilizam a gestão de clínicas e consultórios. Retiram dos ombros dos profissionais da saúde responsabilidades que, agora, recaem sobre os grandes fornecedores de infraestrutura que estão por trás da nuvem – empresas como o Google, a Microsoft ou a Amazon. Então, um bom conselho na hora de escolher suas aplicações é: busque fornecedores reconhecidos no mercado.

74º congresso brasileiro de cardiologia
74º Congresso Brasileiro de Cardiologia – SBC 2019 – Porto Alegre

Entre as vantagens do software em nuvem, Bouchabki cita a escalabilidade, distribuindo a aplicação de modo mais objetivo e eficiente. “No caso de haver picos de acesso, um alerta é gerado e automaticamente novos servidores são disponibilizados para oferecer o que os clientes querem”, exemplifica. As atualizações, automáticas para todos os clientes, são muito mais fáceis, por exemplo,em sete anos de existência, a iClinic distribuiu, em média, um update de software por dia. Mobilidade, backups automáticos simultâneos para diferentes regiões e disponibilidade são outras vantagens citadas.

Aposte na nuvem e, ao escolher um fornecedor de cloud, certifique-se de que estão sendo usadas boas práticas de segurança, aconselha o fundador da iClinic. Avalie a política de backup, se é feito em tempo real e em vários locais simultaneamente, e se os dados são replicados em diferentes data centers. Não esqueça de verificar, também, se a empresa disponibiliza os seus dados a qualquer momento, isto é, se você poderá ter acesso aos seus dados quando quiser ou se precisará transferi-los para outros servidores ou baixá-los.

Sem entrar em dados mais técnicos, Bouchabki fala também sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que começa a vigorar em agosto de 2020. “O impacto será grande, principalmente no início quando houver a corrida para as grandes atualizações, mas já estamos nos movimentando para nos precavermos e nos prepararmos para as mudanças que virão. E elas serão boas”, diz. “Em torno de cinco meses estaremos alinhados com todas as normas. Não vai ser uma tarefa muito simples para as empresas, mas aos poucos vai virar rotina”, tranquiliza ele.

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